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Artigos EINA - Deficiência Estrutural

Epilepsia

A Epilepsia é um tipo de disfução cerebral caracterizada clinicamente por alterações subjetivas ou comportamentais súbitas ("crises epiléticas"), com tendência a ser repetirem durante um determinado ou todo o período de vida do indivíduo. Essas crises refletem uma atividade elétrica anormal, de início súbito, acometendo uma ou várias áreas do córtex cerebral. Essas alterações da atividade elétrica cortical, por sua vez, pode ser decorrencias de anomalias estruturais ou neuroquímicas, de causas genéticas, decorrentes de lesões por traumatismos, infecções, distúrbios hemodinâmicos, etc. As alterações comportamentais podem, muitas vêzes mas não obrigatoriamente, serem acompanhadas de crises motoras, conhecidas com convulsão e mais popularmente chamada de "ataque"

Por se tratar de um distúrbio da atividade elétrica cerebral, pode levar a dificuldades cognitivas, que se severas caracterizam um quadro de deficiência mental. Além disso, encontra-se associada muitas vezes a outras patologias que resultam anomalidades estruturais do cérebro. Nessas condições atua como um fator coadjuvante na promoção da redução da capacidade de processamento cerebral. Outras vezes, está associada a alterações de canais iônicos da membrana neural, e portanto tem uma origem em alterações da expressão gênica, que pode ser hereditária no sentido clássico de ser determinada por genes mutantes que se fixam em uma linhagem, ou por genes variantes que migram na população ao saber dos casamentos realizados. Por esses motivos, existe uma tendência de relatos de sua ocorrência em membros da família.

Os surtos de atividade anormal podem provocar inúmeros tipos de alterações comportamentais, tais como crises motoras, alucinações sensoriais (mais comumente conhecidas como aura), distúrbios neurovegetativos (por exemplo, crises de vômitos e ou cólicas), crises de ausências (perda momentânea da consciência) com ou sem perda do tonus motor (neste último caso, caracterizaria o popularmente chamado desmaio).

Como o cérebro é um sistema de processamento inteligente distribuído, no qual a solução de um problema requer uma ampla associação de áreas cerebrais, cada uma especializada na realização de uma tarefa, a alteração da atividade elétrica cerebral na epilepsia, dificulta, por si só, a atividade mental do indivíduo. Se essa alteração de atividade for mais generalizada e importante, pode, portanto, ser a causa primordial da deficiência mental. Quando localizada a áreas específicas, podem explicar as dificuldades particulares com uma atividade cognitiva determinada.

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