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FAPESP - Mogi

2. Aritmética

O Mapa Cognitivo Cerebral de Regressão (MCCR) associado à realização da soma pelo grupo NO (Fig. 9 - SOMA) mostrou que o aumento da entropia de correlação h(ei) para os eletrodos FP1, F7 e Oz está associado a um aumento de TR. Por outro lado, o aumento de h(ei) para os eletrodos F4, FZ e P3 está associado a uma redução de TR. A análise fatorial revelou, também, a presença de 3 padrões de covariância de h(ei). O MCCF1 evidencia uma correlação de atividade frontal anterior, enquanto o MCCF2 mostra uma forte correlação entre FP1, FP2 e Fz e os eletrodos parietais e occiptais. O MCCF3 indica uma associação entre os eletrodos temporais direito e esquerdo. Esses resultados são semelhantes àqueles descritos por Rocha e al, 2004 (Brain mappings of the arithmetic processing in children and adults. Cognitive Brain Res. 2004:22/ 359-372). Pode-se considerar que o MCCF1 mostra as áreas envolvidas com o controle óculo-motor e manual do processo de contagem de elementos, que é utilizado na solução da soma com manipulação. A identificação e o registro da quantidade contada estariam a cargo das áreas relacionadas pelo MCCF2. Finalmente, o MCCF3 estaria relacionado à tarefa de selecionar o numeral que representa o resultado da contagem requerida para finalização da atividade.

O Mapa Cognitivo Cerebral de Regressão (MCCR) associado à realização da soma pelo DA (Fig. 9 - SOMA) mostrou que o aumento da entropia de correlação h(ei) para CZ está associado a um aumento do TR, enquanto o aumento de h(ei) para os eletrodos FZ, F8, T4, T6 e O1 está associado a uma redução de TR. A análise fatorial revelou a presença de apenas 2 padrões de covariância de h(ei), com o MCCF1 mostrando uma associação entre eletrodos temporo-occiptais e o MCCF2 indicando uma associação entre áreas centro-frontais, que predomina no hemisfério esquerdo.

Enquanto a criança NO realizou a tarefa em 24 segundos com um índice de erros muito pequeno (cerca de 10%), os alunos DA necessitaram de 28 segundos para decidir pelo resultado da soma, com um índice de erro de cerca de 80%. Esses resultados, se relacionados com os MCCs, sugerem que a criança DA ainda não desenvolveu os circuitos utilizados pelas crianças DA para processamento da soma aritmética.

O Mapa Cognitivo Cerebral de Regressão (MCCR) associado à realização da subtração pelo grupo NO (Fig. 9 - SUBTRAÇÂO) mostrou que o aumento da entropia de correlação h(ei) para a maioria dos eletrodos do hemisfério esquerdo está associado a um aumento de TR e apenas o aumento de h(ei) para FP1 parece reduzir TR. Por outro lado, no caso do grupo NO, TR é positivamente correlacionado com h(ei) para os eletrodos centro-posteriores, F3, P4 e T4, e negativamente correlacionado com h(ei) para FP1, F8 e T6. Deve-se lembrar que a criança NO solucionou a subtração em 22 segundos com uma taxa de erro de cerca de 8%, enquanto os alunos DA levaram cerca de 28 segundos para concluir a tarefa com uma taxa de erro de cerca de 60%.

A análise fatorial revelou, mais uma vez no grupo NO, a presença de 3 padrões de covariância de h(ei). Também para a subtração, o MCCF1 evidencia uma correlação de atividade frontal anterior e o MCCF3 indica uma associação entre os eletrodos temporais direito e esquerdo. O MCCF2, no caso da subtração mostra uma forte correlação entre eletrodos centroparietais. Esses resultados são semelhantes, também àqueles descritos por Rocha e al, 2004 para essa operação (Brain mappings of the arithmetic processing in children and adults. Cognitive Brain Res. 2004:22/ 359-372). Pode-se considerar que o MCCF1 mostra as áreas envolvidas com o controle óculo-motor e manual do processo de contagem de elementos, que é utilizado na solução da subtração com manipulação. A identificação, registro e manipulação das quantidades envolvidas no processo estariam a cargo das áreas relacionadas pelo MCCF2, que, portanto deve diferir mais daquele encontrado para soma. Finalmente, o MCCF3 estaria relacionado à tarefa de selecionar o numeral que representa o resultado da contagem requerida para finalização da atividade.

A análise fatorial revelou, outra vez no grupo DA, a presença de apenas 2 padrões de covariância de h(ei) associados à realização da subtração. Para essa operação, o MCCF1 mostra uma associação predominante entre eletrodos no hemisfério esquerdo, além de FP1 e Oz, enquanto o MCCF2 indica uma relação entre Cz, T4 e P3. Esses padrões são completamente diferentes daqueles encontrados para o grupo NO, o que indica mais uma vez, uma diferença de evolução neurocognitiva entre os dois grupos.

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