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Mogi das Cruzes

Capacitação Profissional

Atendimento na Escola Municipal de Educação Especial - EMESP

Paralelamente ao curso de capacitação, orientamos os professores da Escola de Educação Especial (EMESP) em como montar suas turmas, observando a capacidade cognitiva dos alunos, e em como trabalhar a classe como um todo, mas também dando a atenção necessária para cada aluno. O trabalho na EMESP ainda incluiu a implementação do software educativo Enscer, bem como a capacitação no seu manuseio e escolha das atividades de acordo com cada aluno.

Inicialmente, foi realizada uma triagem dos alunos de acordo com idade e desenvolvimento cognitivo para se montar turmas mais homogêneas tanto no foco de interesse dos alunos quanto no nível das atividades a serem trabalhadas para que os professores pudessem programar atividades mais genéricas para toda a sala, sendo capazes, entretanto, de ainda assim reconhecerem as necessidades específicas de cada aluno.

Foi instalado em todos os computadores da escola o Sistema Enscer de atividades eletrônicas. Com essa ferramenta muitos alunos começaram a apresentar um desenvolvimento da leitura, escrita e aritmética que não era observado em sala de aula. A discrepância entre o desempenho do aluno em sala de aula e aquele nas atividades do Enscer pode ser justificada pela metodologia de ensino e de avaliação realizada pelos professores. A partir das informações fornecidas pela coordenadora da sala de informática, começamos a criar atividades específicas aos temas desenvolvidos pelos professores respeitando o desenvolvimento de cada aluno.

Com a utilização de um sistema de alfabetização silábico em sala de aula, muitos alunos com lesões cerebrais nas áreas responsáveis pela consciência fonológica das letras não possuíam chance de desenvolver uma leitura eficaz. A partir da discussão com os professores, iniciou-se um sistema de alfabetização utilizando-se temas de interesse dos alunos. Os temas passaram a serem explorados antes de se iniciar a alfabetização para se garantir a compreensão das palavras a serem incluídas na lista montada para as atividades de leitura e escrita. A escolha das atividades de alfabetização passou a levar em consideração a funcionalidade cerebral dos alunos de modo a não irem de encontro à sua capacidade cognitiva.

Na área da matemática, mostrou-se que o método tradicional de ensino não conseguiria suprir a esses alunos a ajuda necessária para a formalização de um sistema inato no ser humano como é o caso da quantificação e cálculo de quantidades. Passou-se a trabalhar a aritmética de acordo com as descobertas das neurociências que mostram existir diversos mecanismos cerebrais para cada aspecto dos algarismos. Mostrou-se que há circuitos neurais específicos para manipulação das quantidades; para seriação de eventos; para cálculo com dinheiro; para ordenação do tempo e para mensuração do espaço, apesar de usarmos sempre os mesmos algarismos. A partir dessa diferenciação passou-se a utilizar atividades que não confundam o número dentro das diversas áreas da matemática.

Em virtude dos resultados alcançados em 2003, propusemos continuar, durante o primeiro semestre de 2004, o trabalho realizado na EMESP. A continuação do acompanhamento se tornou fundamental para consolidação dos progressos alcançados, uma vez que os profissionais começariam a realizar a avaliação do desenvolvimento cognitivo de cada aluno e decidir pelas atividades a serem empregadas. Para realização dessas atividades, foram previstas duas visitas mensais de 8 horas de duração cada uma durante 5 meses (primeiro semestre de 2004). No entanto, os professores da EMESP e a secretaria julgaram necessária a continuação do acompanhamento durante o segundo semestre com duas visitas mensais de 4 horas.

Os professores contaram, além dos cursos de capacitação, com um acompanhamento quinzenal para:

1 – identificarem o desenvolvimento cognitivo de cada aluno;
2 – reorganizarem as turmas levando em consideração a faixa etária dos alunos e seus desenvolvimentos cognitivos;
3 – aplicarem uma metodologia de ensino interdisciplinar com temas baseados no interesse gerado de acordo com a idade de cada turma;
4 – utilizarem as atividades do software ENSCER conscientes dos processos cerebrais responsáveis por sua resolução;
5 – compreenderem como as atividades são programadas de acordo com as etapas do aprendizado cerebral para dessa forma poderem criar suas próprias atividades.

Os principais resultados observados foram:

1. Mudança de atitude com a valorização do tempo do aluno em atividades de sala de aula. Hoje não se vê mais alunos pelo pátio ou sendo utilizados em outras atividades que não sejam educativas.
2. Identificação de uma maior capacidade cognitiva dos alunos, principalmente com o uso da informática.
3. Definição de um acompanhamento dos autistas com a identificação de grupos de alunos que devem seguir programas de atendimento iguais.
4. Planejamento da própria EMESP para a criação, em 2005, de 6 classes de alfabetização, a saber:

a) 1 Classe de prontidão a ser composta por alunos do programa de Estimulação Precoce
b) 2 Primeiras Séries para alunos com menos de 18 anos,
c) 1 Segunda Série a ser composta por alunos que foram promovidos da atual Primeira Série
d) 1 Classe de Educação de Jovens e Adultos para alunos com mais de 18 anos
e) 1 Classe de alfabetização para autistas a ser composta pelos alunos mais adaptados às rotinas de classe.

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